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Manobra de Kristeller

Também conhecido como pressão de fundo uterino.

A manobra de Kristeller é a aplicação de pressão sobre o fundo do útero durante o período expulsivo, prática desaconselhada pelas evidências atuais.

Definição clínica

A manobra de Kristeller consiste na aplicação de pressão manual sobre o fundo do útero durante o período expulsivo, com a intenção de acelerar a saída do feto. Apesar de historicamente difundida, é uma prática desaconselhada pelas evidências científicas atuais. A manobra associa-se a riscos maternos e fetais relevantes: lacerações perineais graves, rotura uterina, descolamento de placenta, distocia de ombro, fraturas e trauma fetal. Não há evidência de benefício que justifique seu uso rotineiro. Por ser frequentemente realizada sem consentimento e sem indicação, sua aplicação rotineira é hoje reconhecida como uma forma de violência obstétrica.

Na assistência

A EO tem papel ativo na erradicação dessa prática e na oferta de alternativas seguras. Na prática, deve: Não realizar a manobra de Kristeller; Conhecer e aplicar alternativas baseadas em evidências: liberdade de posição, verticalização, puxos espontâneos e suporte contínuo; Reconhecer a manobra como potencial violência obstétrica quando feita de rotina; Orientar a gestante, no pré-natal e no plano de parto, sobre seu direito de recusar intervenções sem indicação; Registrar e, quando necessário, notificar práticas inadequadas. Protocolo IPDP: a defesa do parto respeitoso passa pela substituição de manobras desaconselhadas por condutas fisiológicas e seguras.

O que dizem as evidências

A manobra não é recomendada: está associada a riscos maternos e fetais e sua aplicação rotineira é considerada forma de violência obstétrica.

Fonte

OMS 2018; Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal (MS 2017)