Mastite é a inflamação da mama, frequentemente associada à amamentação, podendo evoluir com infecção bacteriana, dor, calor e febre.
Definição clínica
A mastite é um processo inflamatório do tecido mamário, com ou sem infecção. Em lactantes (mastite lactacional), ocorre com mais frequência nas primeiras semanas após o parto, em geral entre a 2ª e a 3ª semana. O mecanismo costuma iniciar por estase láctea (esvaziamento inadequado da mama), favorecida por pega incorreta, mamadas infrequentes ou ductos obstruídos. Com porta de entrada, como fissuras mamilares, bactérias – mais comumente Staphylococcus aureus – podem causar infecção secundária. O quadro clínico inclui dor localizada, eritema em cunha, calor e endurecimento, podendo associar-se a febre, calafrios e sintomas gripais. A principal complicação é o abscesso mamário, que se manifesta como área flutuante e exige drenagem. É importante diferenciar a mastite do ingurgitamento mamário e do ducto obstruído.
Na assistência
A EO é, muitas vezes, a primeira a avaliar uma lactante com dor mamária, e sua conduta define se o quadro evolui bem ou progride para abscesso e desmame precoce. Na prática, deve: Avaliar e corrigir a pega e o posicionamento; Garantir o esvaziamento da mama, mantendo a amamentação no peito acometido (que não deve ser interrompida); Indicar medidas de conforto: compressas, analgesia e anti-inflamatório conforme protocolo; Identificar quando há indicação de antibiótico (sintomas graves ou ausência de melhora em 12-24h); Reconhecer sinais de abscesso e encaminhar para drenagem; Acolher e orientar, prevenindo o desmame por medo e dor. Protocolo IPDP: o manejo começa na prevenção – pega correta, livre demanda e cuidado com fissuras.
O que dizem as evidências
A manutenção da amamentação é fundamental no tratamento; interromper a lactação na mama afetada aumenta o risco de abscesso. O esvaziamento eficaz da mama é a base do manejo.