Trabalho de parto é o conjunto de fenômenos fisiológicos que levam à dilatação do colo, descida e expulsão do feto e da placenta.
Definição clínica
O trabalho de parto é o conjunto de fenômenos fisiológicos que culminam no nascimento, caracterizado por contrações uterinas rítmicas, progressivas e eficazes, que promovem o apagamento e a dilatação do colo, a descida e a expulsão do feto e, por fim, a dequitação da placenta. Divide-se classicamente em períodos: Primeiro período (dilatação), com fase latente e fase ativa; Segundo período (expulsivo); Terceiro período (dequitação); Quarto período (primeira hora pós-parto, ou período de Greenberg). São sinais sugestivos: contrações regulares e dolorosas, dilatação progressiva, perda do tampão mucoso e, por vezes, ruptura das membranas.
Na assistência
O diagnóstico e a assistência ao trabalho de parto fisiológico estão no centro da atuação da EO. Na prática, deve: Diferenciar o trabalho de parto verdadeiro do falso (pródromos); Identificar corretamente a fase e o período; Oferecer assistência fisiológica: liberdade de posição, hidratação, suporte contínuo e métodos não farmacológicos de alívio da dor; Monitorar a vitalidade fetal e a progressão sem intervenções de rotina; Reconhecer desvios que exijam comunicação à equipe. Protocolo IPDP: a EO assiste o trabalho de parto respeitando a fisiologia e o protagonismo da mulher, intervindo apenas quando há indicação real.
O que dizem as evidências
A assistência deve respeitar a fisiologia, evitar intervenções de rotina e favorecer o protagonismo da mulher.