Episiotomia é um corte cirúrgico no períneo realizado durante o parto para ampliar o canal; OMS e COFEN recomendam uso seletivo, não de rotina.
Definição clínica
A episiotomia é uma incisão cirúrgica realizada no períneo durante o segundo período do parto, com o objetivo de ampliar o canal de parto. Etimologicamente, vem do grego epision (região pubiana) e tomia (corte). Os tipos mais comuns são: Mediolateral: mais segura, com menor risco de atingir o esfíncter anal; Mediana: mais fácil de suturar, porém com maior risco de laceração de graus III e IV. Durante décadas foi praticada de rotina, mas as evidências atuais sustentam o uso seletivo (restritivo), apenas quando há indicação clínica. A Resolução COFEN 516/2016 reconhece a enfermeira obstetra como habilitada para realizar e suturar a episiotomia quando indicada.
Na assistência
A decisão pela episiotomia deve ser criteriosa e individualizada. Na prática, a EO deve: Avaliar a real indicação caso a caso, evitando a prática rotineira; Considerar progressão do polo cefálico, distensão perineal, vitalidade fetal e tempo de expulsão; Quando indicada, realizar preferencialmente a técnica mediolateral; Realizar a episiorrafia (sutura) com técnica adequada; Orientar os cuidados perineais no puerpério. Protocolo IPDP: a EO domina a conduta perineal e prioriza a proteção do períneo, reservando a episiotomia para indicações reais.
O que dizem as evidências
A OMS recomenda a política restritiva (uso seletivo) da episiotomia, e não o uso de rotina.