Puerpério é o período pós-parto que vai da dequitação placentária até cerca de 6 a 8 semanas, quando o organismo materno retorna ao estado pré-gravídico.
Definição clínica
O puerpério, também chamado de pós-parto, vai da expulsão da placenta até o retorno do organismo materno às condições anteriores à gravidez, do ponto de vista biológico. O termo “quarto trimestre” refere-se à exterogestação, uma fase dentro do puerpério, e não deve ser usado como sinônimo exato do puerpério como um todo. Divide-se em três fases: Puerpério imediato: do 1º ao 10º dia; Puerpério tardio: do 11º ao 42º dia; Puerpério remoto: a partir do 43º dia. Ocorrem transformações fisiológicas intensas: involução uterina (o útero regride cerca de 1 cm por dia, de aproximadamente 1.000 g para 60-100 g em 6 semanas); lóquios, que evoluem de rubros para serosos e albos; apojadura e lactação (em geral entre o 2º e o 4º dia); e o retorno hormonal e reprodutivo, com queda de estrogênio e progesterona.
Na assistência
A assistência ao puerpério concentra causas evitáveis de morbimortalidade materna. Na prática, a EO deve: Realizar a consulta puerperal precoce (até o 7º-10º dia) e tardia (entre 30 e 42 dias); Avaliar a involução uterina e as características dos lóquios; Examinar mamas e apoiar o aleitamento (pega, fissuras, sinais de mastite); Inspecionar o períneo ou a ferida cirúrgica; Rastrear sinais de alerta: hemorragia, febre, sinais de trombose e saúde mental (baby blues x depressão pós-parto); Orientar o planejamento reprodutivo e os cuidados com o recém-nascido. Protocolo IPDP: a EO conduz o puerpério com olhar integral, físico e emocional, identificando precocemente quem precisa de suporte especializado.
O que dizem as evidências
A OMS recomenda no mínimo quatro contatos pós-natais nas primeiras 6 semanas, com avaliação física e de bem-estar materno e neonatal.