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Placenta

Também conhecido como placa coriônica, órgão placentário.

Órgão transitório materno-fetal que realiza trocas de gases, nutrientes e excretas, além de funções endócrinas e imunológicas durante a gestação.

Definição clínica

A placenta é um órgão transitório e exclusivo da gravidez, formado a partir do trofoblasto fetal e da decídua materna, que estabelece a interface entre as circulações materna e fetal sem que ocorra mistura direta do sangue. Estrutura discoide, geralmente inserida na parede uterina, conecta-se ao feto pelo cordão umbilical e mede, a termo, em torno de 18 a 22 cm de diâmetro, com peso aproximado de um sexto do peso fetal (em geral cerca de 470 a 500 g). Trocas gasosas: oxigenação fetal e eliminação de gás carbônico. Nutrição e excreção: transferência de glicose, aminoácidos, lipídios e remoção de metabólitos. Função endócrina: produção de hCG, lactogênio placentário, progesterona e estrogênios. Barreira e imunidade: transferência de imunoglobulinas (IgG) e proteção parcial contra agentes externos. A face fetal é lisa e recoberta pelo âmnio, enquanto a face materna é dividida em cotilédones. A placenta é expelida na terceira fase do parto (dequitação), e sua integridade deve ser sistematicamente avaliada. Alterações de implantação, morfologia ou função relacionam-se a desfechos adversos, como pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino, placenta prévia e acretismo placentário, justificando vigilância clínica rigorosa ao longo do pré-natal e do parto.

Na assistência

Aplicação Clínica para a Enfermeira Obstetra No pré-natal, registrar a localização placentária descrita na ultrassonografia e sinalizar inserções baixas ou prévias que contraindiquem o toque vaginal sem avaliação prévia. Durante o parto, conduzir a dequitação com observação de sinais de descolamento e evitar tração excessiva do cordão fora dos critérios de manejo ativo. Inspecionar sistematicamente face materna e fetal, cotilédones e membranas, documentando integridade e suspeita de retenção de fragmentos. Monitorar sangramento e tônus uterino no pós-dequitação, antecipando risco de hemorragia. Encaminhar a placenta para exame anatomopatológico quando houver indicação clínica. Protocolo IPDP: padronize a checagem em voz alta da integridade placentária junto à equipe, vinculando o achado ao registro do tempo de dequitação e à vigilância ativa de hemorragia nas duas primeiras horas pós-parto.

O que dizem as evidências

As diretrizes vigentes recomendam o manejo ativo do terceiro período do parto, tendo a ocitocina como uterotônico de primeira escolha, e a inspeção rotineira da placenta e das membranas para prevenção e detecção precoce de hemorragia pós-parto.

Fonte

Ministério da Saúde (Diretrizes de Atenção ao Parto Normal); FEBRASGO; OMS 2018 (Recomendações para cuidados intraparto); COFEN 516/2016.

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