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Oligoâmnio

Também conhecido como Oligoidrâmnio, Oligo-hidrâmnio.

Redução anormal do volume de líquido amniótico para a idade gestacional, definida por ultrassonografia (ILA igual ou menor que 5 cm ou maior bolsão vertical menor que 2 cm).

Definição clínica

O oligoâmnio (também chamado oligoidrâmnio ou oligo-hidrâmnio) é a diminuição patológica do volume de líquido amniótico em relação ao esperado para a idade gestacional. O diagnóstico é ultrassonográfico e utiliza dois parâmetros principais: o Índice de Líquido Amniótico (ILA), considerado reduzido quando igual ou menor que 5 cm, e o maior bolsão vertical (MBV), considerado reduzido quando menor que 2 cm. A literatura atual tende a preferir o maior bolsão vertical por gerar menos diagnósticos de oligoâmnio e menos intervenções desnecessárias, sem piorar os resultados perinatais. A partir do segundo trimestre, o líquido amniótico depende majoritariamente da diurese fetal; assim, o oligoâmnio reflete frequentemente um problema subjacente. As principais causas incluem: Rotura prematura de membranas (causa frequente no segundo e terceiro trimestres); Insuficiência uteroplacentária, associada a restrição de crescimento intrauterino, hipertensão e diabetes; Anomalias do trato urinário fetal (agenesia renal, uropatias obstrutivas); Gestação prolongada e causas idiopáticas. O oligoâmnio associa-se a maior risco de compressão de cordão, comprometimento da vitalidade fetal, hipoplasia pulmonar e deformidades posturais quando precoce e prolongado. Por isso, sua identificação exige investigação etiológica criteriosa, vigilância fetal intensificada e planejamento individualizado do momento e da via de parto, sempre considerando a idade gestacional e a condição materno-fetal.

Na assistência

Reconheça sinais de alerta na anamnese e no exame: relato de perda de líquido (suspeita de RPM), redução da altura uterina e diminuição da movimentação fetal percebida pela gestante. Diferencie perda de líquido amniótico de perda urinária ou corrimento, comunicando achados à equipe e apoiando a confirmação diagnóstica. Intensifique a vigilância do bem-estar fetal conforme protocolo, valorizando mobilograma e ausculta fetal, e comunique alterações imediatamente. Oriente hidratação materna adequada e sinais que exigem retorno imediato. Em RPM, reforce cuidados para reduzir risco de infecção e registre temperatura e características de eventual perda. Protocolo IPDP: atue dentro do escopo da Resolução COFEN 516/2016, garantindo encaminhamento da gestante com suspeita de oligoâmnio ao serviço de referência para avaliação ultrassonográfica e definição médica de conduta, registrando integralmente em prontuário e acolhendo a mulher com escuta qualificada sobre o plano de parto.

O que dizem as evidências

As diretrizes vigentes recomendam confirmação ultrassonográfica (preferencialmente pelo maior bolsão vertical), investigação da causa, vigilância fetal intensificada e individualização do momento do parto conforme idade gestacional e condição materno-fetal.

Fonte

FEBRASGO (Tratado de Obstetrícia e protocolos sobre líquido amniótico); Ministério da Saúde; OMS; COFEN 516/2016; StatPearls/NIH 2024.