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Dilatação do colo

Também conhecido como dilatação cervical, cervicodilatação, dilatação do colo uterino.

Abertura progressiva do orifício cervical durante o trabalho de parto, medida em centímetros (0 a 10 cm), permitindo a passagem fetal.

Definição clínica

A dilatação do colo é a abertura progressiva do orifício cervical que ocorre durante o trabalho de parto, mensurada pelo exame de toque vaginal em centímetros, de zero (colo fechado) até cerca de 10 cm (dilatação completa), quando o canal cervical permite a passagem da apresentação fetal. Ocorre simultaneamente ao apagamento do colo e resulta da ação coordenada das contrações uterinas sobre o colo amolecido e centralizado. O primeiro período do parto, ou período de dilatação, é classicamente dividido em fase latente, marcada por dilatação lenta e irregular, e fase ativa, caracterizada por progressão mais constante. Evidências contemporâneas demonstram que a curva de dilatação não é linear: a progressão tende a ser lenta em nulíparas e multíparas até cerca de 5 a 6 cm, acelerando a partir desse ponto. Avalia-se a dilatação junto a outros parâmetros: apagamento, consistência e posição do colo, descida e variedade de posição da apresentação. A velocidade de dilatação varia entre mulheres; o antigo padrão fixo de 1 cm/hora foi revisto. Diagnósticos de distocia exigem reavaliação criteriosa, evitando intervenções precoces desnecessárias. A documentação seriada no partograma apoia a vigilância da progressão e a tomada de decisão clínica baseada em evidências, respeitando a fisiologia e a individualidade de cada parturiente.

Na assistência

Realize o toque vaginal apenas quando clinicamente indicado, com consentimento e técnica asséptica, evitando exames frequentes desnecessários que aumentam risco infeccioso. Registre dilatação, apagamento, descida e variedade de posição de forma seriada no partograma, correlacionando com a dinâmica uterina e a vitalidade fetal. Diferencie fase latente de fase ativa antes de considerar lentidão como distocia, evitando intervenções precoces. Ofereça medidas não farmacológicas, deambulação, hidratação e suporte contínuo para favorecer a progressão fisiológica. Comunique à equipe e acione avaliação médica diante de parada real de progressão após dinâmica adequada. Protocolo IPDP: priorize a vigilância integrada (dilatação somada a descida, dinâmica e bem-estar fetal), individualize intervalos de toque conforme o estágio e a evolução, e privilegie sempre a menor intervenção compatível com a segurança materno-fetal, documentando cada decisão.

O que dizem as evidências

A OMS e o Ministério da Saúde recomendam abandonar o limiar fixo de 1 cm/hora como critério único de progresso e avaliar a dilatação junto de outros parâmetros maternos e fetais, evitando intervenções para acelerar o parto apenas por dilatação mais lenta.

Fonte

Ministério da Saúde – Diretrizes Nacionais de Assistência ao Parto Normal (2017); FEBRASGO (2021); OMS – Recomendações para os Cuidados Intraparto para uma Experiência Positiva no Parto (2018); COFEN.