O cordão umbilical conecta o feto à placenta. Contém duas artérias e uma veia, envoltos em geleia de Wharton, e conduz o sangue da circulação fetoplacentária.
Definição clínica
O cordão umbilical é a estrutura anatômica flexível que une o feto à placenta, garantindo a circulação fetoplacentária ao longo de toda a gestação. Ao termo, mede em média cerca de 50 a 60 cm de comprimento, com variações fisiológicas, e apresenta superfície lisa e aspecto esbranquiçado. Internamente, é composto por três vasos imersos em um tecido conjuntivo mucoide gelatinoso conhecido como geleia de Wharton, que protege os vasos contra compressão e torção: Duas artérias umbilicais , que conduzem sangue pouco oxigenado e rico em metabólitos do feto em direção à placenta; Uma veia umbilical , que transporta sangue oxigenado e nutrientes da placenta para o feto. O cordão origina-se do alantoide e do ducto onfalomesentérico durante o desenvolvimento embrionário e insere-se, na maioria dos casos, na região central da face fetal da placenta. Sua integridade é essencial para a oxigenação e nutrição fetais. Alterações como nó verdadeiro, circulares cervicais, inserção velamentosa, artéria umbilical única ou prolapso podem repercutir sobre a vitalidade fetal e exigem vigilância no pré-natal e no trabalho de parto. A avaliação morfológica e funcional do cordão integra a propedêutica obstétrica de rotina e a assistência ao parto.
Na assistência
Inspecione o cordão após a dequitação, confirmando a presença de duas artérias e uma veia, e registre achados como nós, circulares e tipo de inserção placentária. Durante o trabalho de parto, monitore a frequência cardíaca fetal e investigue desacelerações variáveis, que podem sugerir compressão funicular. Em bolsa rota com apresentação alta ou móvel, avalie sempre o risco de prolapso de cordão e realize toque para excluir alça palpável. Respeite o tempo de clampeamento conforme protocolo institucional, favorecendo o clampeamento oportuno em recém-nascidos vigorosos. Mantenha o coto umbilical limpo e seco no puerpério imediato, orientando a família quanto aos cuidados domiciliares. Protocolo IPDP: priorize a observação ativa do bem-estar fetal antes de qualquer manobra sobre o cordão, integre o exame funicular ao registro do parto e padronize a orientação familiar sobre cuidados com o coto, sempre alinhada à diretriz vigente conferida pela revisão clínica.
O que dizem as evidências
A OMS e o Ministério da Saúde recomendam o clampeamento oportuno do cordão (não imediato) em recém-nascidos a termo e pré-termo vigorosos, por melhorar as reservas de ferro e reduzir anemia. A conduta deve seguir o protocolo institucional e a avaliação da vitalidade neonatal.