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Apresentação pélvica

Também conhecido como Apresentação pélvica, Apresentação de nádegas, Posição pélvica, Feto pélvico.

Situação longitudinal em que o polo pélvico do feto ocupa o estreito superior da pelve, ficando a apresentação nas nádegas ou nos pés em vez da cabeça.

Definição clínica

A apresentação pélvica é a variedade de apresentação fetal em situação longitudinal na qual o polo pélvico (nádegas e/ou membros inferiores) se posiciona em relação à pelve materna, enquanto o polo cefálico permanece no fundo uterino. É a apresentação anômala mais frequente ao termo, embora a maioria dos fetos realize a versão espontânea para cefálica até as semanas finais da gestação. Classifica-se, conforme a atitude dos membros inferiores, em: Pélvica completa (ou pelvi-podálica): quadris e joelhos fletidos, o feto fica como que sentado de pernas cruzadas. Pélvica incompleta modo de nádegas (franca): quadris fletidos e joelhos estendidos, com os membros inferiores estendidos sobre o tronco. Pélvica incompleta modo de pés ou de joelhos : um ou ambos os pés/joelhos apresentam-se abaixo das nádegas. Entre os fatores associados estão prematuridade, malformações uterinas, multiparidade, polidrâmnio, oligoâmnio, placenta prévia, gestação múltipla e malformações fetais. O diagnóstico clínico apoia-se nas manobras de Leopold e no toque vaginal, sendo confirmado pela ultrassonografia, que também avalia a atitude fetal, o peso estimado e a posição da cabeça. A confirmação ultrassonográfica é decisiva para orientar a conduta — a apresentação pélvica não é motivo real para mudança da via de nascimento.

Na assistência

Realizar as manobras de Leopold em toda consulta de pré-natal do terceiro trimestre e registrar suspeita de polo cefálico no fundo uterino. Encaminhar precocemente para confirmação ultrassonográfica e para avaliação médica quanto à indicação de versão cefálica externa. Acolher a gestante, esclarecer as opções de via de parto de forma baseada em evidências e fortalecer a decisão compartilhada e o plano de parto. Orientar sinais de alerta, como rotura de membranas, pelo risco aumentado de prolapso de cordão, e reforçar procura imediata por serviço de saúde. Monitorar o bem-estar fetal e atuar em equipe na sala de parto, com pediatra disponível. Protocolo IPDP: a enfermeira obstetra coordena a vigilância da estática fetal a partir da 34ª-36ª semana, documenta a classificação da apresentação, articula encaminhamento oportuno para versão cefálica externa e sustenta o cuidado centrado na mulher até a definição da via de parto pela equipe.

O que dizem as evidências

As diretrizes vigentes recomendam oferecer a versão cefálica externa ao termo, quando elegível, para reduzir a apresentação pélvica no parto; persistindo a apresentação pélvica, a decisão da via de parto deve ser individualizada e compartilhada com a mulher.

Fonte

Ministério da Saúde (Diretrizes de Atenção ao Parto Normal); FEBRASGO; OMS (Recomendações para Cuidados Intraparto, 2018); COFEN 516/2016; Sociedade Brasileira de Pediatria.